E lá estava ela.
Mais uma vez com o coração em pedacinhos na palma da mão, o olhar cabisbaixo frente aquela pessoa, já velha conhecida. Se, por algum desses erros do mundo, tivesse nascido com rabo, certamente este estaria entre as pernas.
Sentira uma saudade imensa daquele olhar acolhedor, porém o gosto amargo de pequeno fracasso na boca a fazia infeliz. Sabia que por pior que tivesse sido a viagem, por maior que fosse a amargura, encontrava ali seu porto seguro, para onde sempre podia voltar. Alguém que lhe esperava de braços abertos, mesmo quando ela gostaria de se jogar em outros braços.
Porém este porto mais lhe parecia um ponto de partida, de um começo que ela não queria ter de reviver.
E a cada vez que voltava (sim, essa não era a primeira vez e certamente não seria a última, o que a deixava incomodada) tinha a certeza de que estava diante da pessoa que melhor lhe entenderia, suportaria, quem conviveria (e quem sabe se divertiria) com suas manias, que compartilhava dos mesmos gostos, que sabia onde o toque dava prazer e quando era necessário calar-se ou abraçar-lhe.
Foi quando se deu conta, colocando os prós e contras na balança que não deveria mais lutar ou negar esta convivência. Se este alguém queria lhe acompanhar por toda a vida, sempre tentando lhe fazer feliz, talvez ela devesse aceitar.
A partir deste momento a relação que lhe parecia sem graça, como num estalo se encheu de cor e vida.
Saiu da frente do espelho e foi viver a vida com o grande amor da sua vida: ela mesma.
May 20, 2010 at 7:17 pm |
puta que pariu. foda.
só posso dizer isso!
May 20, 2010 at 8:42 pm |
Pelliiiii! Que foda esse texto!
Amei, amei, ameeeei!
Virei fã! Muito! =)
Beijo, lika.
May 22, 2010 at 7:09 pm |
é muito amor meninas, só isso
brigada pelos recadinhos.
té mais tarde.