doçura

January 16, 2009 by marianapellicciari

Coraçõezinhos enfiados no brigadeiro.

Sugestivo, ainda mais pra mim que me recuso a deixar o meu amargar.

docura

para choques

January 7, 2009 by marianapellicciari

Minha próxima aquisição vai ser um caminhão.
(a kombinha de 2 cores + fusca verde ficam pra depois)

Daí vou poder botar nele as frases que não tem graça twittar.
E também aquelas que são impróprias para o público do meu msn.

Assim poderia sair por aí gritando meus desabafos anonimamente, para aquelas pessoas que iriam se preocupar ou comemorar comigo só pelo tempo em que andarem atrás do meu pára-choque.
E só.

Bem-vindo ano novinho.

January 7, 2009 by marianapellicciari

E 2008 se foi,
depois de muito enrolar naquela cena de visita quase de saída, foi.

Foi porque tinha que ir,
já estava agoniado de mais viver nele,
o saldo de coisas boas ainda estava valendo a pena pelas agonias,
mas talvez se demorasse mais, a coisa perdesse a graça.

2008 virou tudo de ponta cabeça, e na hora de voltar pro lugar, não se conformou e virou mais uma vez.
O ano da melhor festa de aniversário da vida, de encontrar amigas-gêmeas, de começar a virar gente grande (e trabalhar como uma).
Quando as coisas do Canadá fizeram 1 ano e os reencontros foram muito menores do que os prometidos.
O ano do rato e do dia mais fofo e lindo de todas as comédias românticas do mundo (sim, ao vivo e a cores).
E também foi quando a vida tentou me mostrar mais uma vez que nem tudo que reluz é ouro, e talvez AGORA eu tenha aprendido.

Dizem por ai que 2009 será um ano ímpar.
Não tem como não ser… últimos 6 meses de mack, o último Juca oficial, chororo garantido e fucking Tgi (mas pelos menos com darlings ao lado).
Quero não esperar muito dele, além da maior tranquilidade possível.
Em 2009 sou eu quem vou dar umas boas lições na vida, e tenho dito.
E que essa energia de ano novinho recém-nascido dure até ele envelhecer.

Seja muito bem-vindo.

Ensaios sobre as deficiências da humanidade

December 18, 2008 by marianapellicciari

(artigo nota 10 do Eloy uhuuul! hahahah)

“Como considerar a crítica a respeito do filme Ensaios sobre a Cegueira de um grupo de pessoas que de fato não viram o filme?” Este comentário me soou imediatamente (e deve estar soando a você também agora) preconceituoso e egoísta, e talvez não deixe de ser. Está mais do que comprovado que os deficientes visuais são completamente capazes de apreciarem uma obra de qualquer natureza, suprindo a falta de contatos visuais por outros sentidos. Porém ao desenrolar da conversa sobre o grupo de manifestantes que pretendia protestar contra o filme, a argumentação do dito cujo para defender seu comentário tornou-se totalmente razoável.

Primeiro, o cidadão não estava se referindo ao grupo de pessoas cegas do mundo, e sim ao grupo de cegos que se sentiram ofendidos pelo filme, um grupo percentualmente muito pequeno, aliás. Segundo, talvez este grupo não tenha mesmo assistido ao filme, tenha tido somente contato com o release e comentários sobre a obra, ou mesmo aqueles que leram o livro em braile ou ouvido não tenham compreendido a essência do tema.

O grupo em questão, a associação de cegos dos EUA, planejava uma manifestação para a estréia no país do filme “Ensaios Sobre a Cegueira”, dia 03/10. Na época, o presidente da associação, Marc Maurer declarou que os cegos foram retratados como verdadeiros monstros o que ele vê como uma mentira e justificou a manifestação dizendo que o fariam por acreditarem que a exibição do filme (altamente ofensivo e assustador segundo eles) fará com que a inclusão das pessoas com deficiências visuais na sociedade seja dificultada. A idéia era estarem em frente às salas onde o filme foi exibido pela primeira vez em pelo menos 21 estados americanos com cartazes estampados com os dizeres: “Eu não sou ator. Mas eu ajo como uma pessoa cega na vida real”.

Até o início da nossa conversa um tanto quanto polêmica, não tínhamos lido nada que indicasse que a manifestação tinha de fato ocorrido. Mesmo assim a simples idéia de alguém planejar uma manifestação como essa, para mim, indica que estamos lidando com mais um caso de má interpretação de uma grande obra.

O diretor Fernando Meirelles responsável pela adaptação do livro de José Saramago, foi escolhido pelo autor para dirigir Ensaios após anos de reluta em filmá-lo, talvez por já prever reações deste tipo por parte do público. A missão do diretor em não vulgarizar o filme não foi nada fácil e certamente cumprida, contando inclusive com a aprovação do escritor que após assistir ao resultado do trabalho de Meirelles, disse estar tão emocionado quanto estava ao terminar de escrever o livro. Ao fazer esta afirmação fica claro que a filmagem de sua obra não caiu em mãos erradas, como ele disse temer, e que sua violenta historia sobre degradação social que colaborou para que chegasse a ser um autor ganhador do prêmio Nobel, foi filmada com a mesma intenção com a qual foi escrita.

A  grande questão é que o filme, apesar de seu nome, não é sobre o mal específico da cegueira, como o título deste artigo humildemente sugere. Sua história trata de uma situação que aconteceria se qualquer outro mal/deficiência assolasse o planeta terra e seus habitantes de um dia para outro sem explicação e transformasse as condições de existência que conhecemos hoje. Uma história delicada e que nos faz pensar em como as condições em que vivemos são frágeis e cômodas. A comunidade do filme não tem de se adaptar a um grupo de pessoas com algum tipo de deficiência e vice-versa como é o cenário que estes manifestantes vivem hoje, eles se deparam com um mal inexplicável, inédito e sem nenhuma luz, alem da luz branca que inunda suas vidas, que indique sua solução.

Dificilmente um filme com um tema pouco comercial que chega a incomodar sua platéia ganha as salas do circuito, digamos assim, popular de cinema. Raramente também um livro consegue ser tão bem resolvido nas telas, o que se torna um feito ainda mais admirável quando levamos em conta a complexidade do assunto. Uma belíssima co-produção entre equipes do Brasil, Canadá, Japão e Inglaterra que se tornou um projeto referência e está colaborando para que o mundo entenda que os brasileiros podem contribuir para o cinema mundial com muito mais do que a fórmula: violência-sexo-drogas. Lamentável que uma obra desta importância tenha sido levada para o lado “pessoal” da questão e tenha de alguma forma ofendido alguém.

Em um comunicado sobre a manifestação, o diretor usa a definição de que o filme é sobre o triunfo do espírito humano quando a civilização entra em ruínas. Ou seja, se o espírito humano pode sobreviver a tais condições em uma obra de ficção, o filme pode estar dizendo que uma simples condição física especial não seja fator delimitante da convivência entre os seres. Sob este ponto de vista, a mensagem é exatamente contrária aquela que os manifestantes captaram e age muito mais a favor da inclusão do que incitando o preconceito. Mostra que os humanos podem se unir por uma causa maior, mesmo que esteja em jogo a sanidade e decência dos indivíduos. É a misteriosa parte de existência humana para a qual não se tem explicação, sobre a qual não temos controle algum e que de alguma forma sempre nos surpreende e une. A diferença está entre ver e enxergar onde ela está presente seja em um filme ou nas atitudes cotidianas.

Quadrilha

October 22, 2008 by marianapellicciari

O fotógrafo virou escritor, que virou marketeiro, que resolveu trabalhar com design, deixando assim o cara formado em desenho industrual desempregado que por sua vez virou publicitário, e a partir de então não amou mais ninguém.
Só que o fotográfo não manjava nada de ortografia, o escritor não conseguiu marketizar seus sentimentos,o marketeiro não conseguiu calcular o ROI do novo layout e o publicitário que se ligou na tendência, virou blogueiro que não tinha entrado na história até então.

(só espero que o Drumond não esteja se revirando no túmulo neste exato momento)

Tudo que a Uemi quer da vida

October 20, 2008 by marianapellicciari

Bons motivos e companhia pra brindar;
Um abridor de garrafa para deixar a vida mais fácil;
vários shots de risadas;
Que fosse seguro dirigir depois das festas;
Um apoio pro copo bonitinho e aconchegante (que essa história de tampa da panela saiu de moda);
Música alta e boa (ou não) pra cantar no estilo mariah ou bailar como se fosse por um sonho;
Um botão off pras rotações;
Que o engov de antes prevenisse as atitudes estúpidas e que o depois curasse a ressaca moral.

IC!

A diferença entre o send e o save

October 10, 2008 by marianapellicciari

A criatividade+tempo andam escassas, por isso andei revirando a pastinha de rascunhos do meu e-mail para tentar encontrar algo que fizesse juz ao nome do blog. E claro, encontrei algumas. Algumas bizarras, outras impublicáveis e muitas que eu lembro de terem ficado vagando por muitos dias neste purgatório antes de tomarem seu rumo.

Esse com certeza é o e-mail mais fofo que ficou, providencialmente, parado por lá. Um dos típicos casos em que a intuição salvou um pedacinho meu de ser entregue desmerecidamente. E que eu decidi publicar aqui por que tem uns pensamentos interessantes sobre o tempo.

Colherinha,

Dizem por aí que 1 mês é pouco tempo. Acho que quem diz isso não sabe dar valor pro tempo não. Eu, pessoa experiente que sou (respeito, por favor!) digo que um mês é muito muito tempo. Mesmo. É tempo suficiente pra conhecer um monte de gente nova e deixá-las entrarem pra sempre na sua vida; conhecer um monte de lugares irados e quem sabe até a ilha onde a festa nunca acaba; pra desligar do trabalho, da faculdade e quem sabe da família; sentir saudades de coisas ridículas que você faz aqui; de dar risada de piadas em outra língua; dá tempo de pegar uma cor tipo a do seu ex-RG em pleno inverno paulista; (…) conhecer um monte de Pepes e saber por que o apelido deles é esse; dá tempo até pra descobrir que foi buscar outra coisa, além da que você pensava e decidir chutar tudo pro alto e resolver ficar mais uns bons tempos por lá. E vai dar tempo de um montão de outras coisas, que você só vai descobrir quando chegar lá. Como disseram pra mim: vai e voa. E se tudo que vc foi buscar couber em um mês, volta, que desde ahora te extraño.

Uns beijos.
Mari

pausa

September 25, 2008 by marianapellicciari

Eu devia ter adivinhado que começar a escrever no semestre de começar TGI não ia dar certo.

(o pior é que não escrevi aqui e nenhuma linha do TGI)

Sugestão de promessa de ano novo: ano que vem só vou começar coisas que poderei continuar.

lembrete para o fim de semana

August 22, 2008 by marianapellicciari
e para todos os outros dias também
belo convite pra exposição, muito belo.

belo convite pra exposição, muito belo.

(achei neste site aqui)

desejo de aniversário

August 21, 2008 by marianapellicciari

Eu não era de acreditar muito em desejos de aniversário, nem em desejos de qualquer tipo (embaixo da cachoeira, ao ver uma estrela cadente, quando cai um cílio, etc.), mas por via das dúvidas sempre pensava em alguma coisa só pra não perder a oportunidade.

Acontece que, aos 20 anos eu descobri que o segredo é pedir alguma coisa na qual você acredita e quer muito. Foi assim que meu último desejo de aniversário foi atendido. Na verdade foi um desejo de todos-os-dias desde o dia 09/12/2007 e que nesta semana eu vi virar realidade.
Hoje meu dia amanheceu lindo e feliz, e eu tenho certeza que é o sol dele brilhando mais forte e trazendo aquele caloriznho de felicidade pro mundo.

Uta!